Indução da Ovulação:

Nesta técnica, a ovulação é estimulada com hormônios para se obter de 1 a 4 óvulos, que serão fertilizados nas trompas através de relações sexuais normais na época mais fértil da mulher.

Este tipo de tratamento é indicado quando a mulher possui ovários policísticos e distúrbios hormonais.

A probabilidade média de concepção neste caso, depois de um ciclo de tratamento, é de 15% a 25%.

Inseminação Artificial

O processo também é feito no período mais fértil da mulher. Nesta época, é coletado o sêmen do marido após um preparo e beneficiamento no laboratório. O material é colocado dentro do útero utilizando-se de um catéter.

O índice de sucesso deste método é em média 15% por ciclo, mas pode chegar a 50% depois de várias tentativas.

Fertilização In Vitro – FIV

Conhecida também por “bebê de proveta”, esta técnica reproduz no laboratório as condições necessárias para que ocorra a fecundação e as primeiras etapas do desenvolvimento embrionário. Após estímulos com hormônios, são removidos vários óvulos do ovário, os quais são fertilizados no laboratório com o esperma do marido e então colocados numa estufa especial, que imita as condições naturais da trompa materna. Após 24 a 36 horas, os embriões obtidos são selecionados e transferidos para o útero. A FIV é indicada nos casos e alterações das trompas, endometriose, infertilidade sem causa aparente, alterações masculinas,...

Fertilização por Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI)

Até 1994, casais com infertilidade masculina severa eram excluídos de programas de fertilização in vitro por não se conseguir bons resultados.

Hoje, este quadro mudou graças à técnica ICSI, onde é possível coletar um único espermatozóide e colocá-lo diretamente dentro do óvulo. Esta técnica é indicada quando existem alterações importantes na quantidade, mobilidade ou morfologia dos espermatozóides.

O procedimento é o mesmo da FIV, só que ao invés de se deixar milhares de espermatozóides nadando em volta do óvulo para apenas um fertilizá-lo, uma micropipeta perfura a parede do óvulo e deposita o espermatozóide dentro do mesmo.

Esta técnica tem chances de 60% a 80% de sucesso na formação de embriões.

A taxa de gravidez inicial com o ICSI pode variar de 25% a 35%, já que outros fatores podem diminuir as chances de sucesso como a idade da mulher e a qualidade dos óvulos.

Doação de Óvulo

Esta modalidade de tratamento é indicado para mulheres com mais de 40 anos, pacientes na pós-menopausa, mulheres submetidas a radio ou quimioterapia, ou que realizaram várias tentativas de FIV sem sucesso e aquelas com doenças de transmissão genética.

Faz-se um estímulo hormonal ovariano para obtenção da ovulação em mulheres com menos de 34 anos que serão as doadoras anônimas. A paciente (receptora) também se submete ao tratamento hormonal a fim de preparar o útero para receber o embrião.

Os óvulos são então fertilizados no laboratório, e o embrião é implantado na paciente (receptora).

diagnóstico de pré-implantação

Recomendado para casais que podem transmitir doenças genéticas para seus filhos. É feita a FIV normalmente. Após a fertilização, retira-se uma célula de cada embrião produzido. Esta célula é analisada para se diagnosticar a possibilidade deste embrião desenvolver alguma doença genética. Somente os embriões sem problemas são colocados dentro do útero. Quando existe alguma doença genética ligada ao sexo, por exemplo, só são transferidos os embriões que não apresentam risco de doença, ou seja, somente os masculinos, ou somente os femininos, dependendo do problema. Por enquanto, apenas algumas alterações podem ser identificadas, mas muitos progressos estão acontecendo nesta área.

útero de substituição

Esta modalidade é indicada para mulheres que retiraram o útero (histerectomia), nasceram sem útero ou vagina, ou que apresentam alterações significativas na cavidade uterina, como por exemplo, miomas múltiplos, aderências importantes, etc.

O procedimento é o mesmo da FIV: os óvulos e o sêmem são fertilizados em laboratório. A diferença é que neste método, os embriões são colocados no útero de uma segunda mulher. Ao contrário da doação de óvulos, esse procedimento não deve ser anônimo, mas preferencialmente realizado com parentes de 1º ou 2º graus.

congelamento de embriões

Utilizado quando existem embriões excedentes após uma tentativa de FIV ou ICSI, ou quando existe o risco de ocorrer a Síndrome de Hiperstimulação Ovariana. Neste caso, todos os embriões são congelados e transferidos em um outro ciclo.

A transferência é realizada através de um cateter inserido dentro da cavidade uterina, num período adequado para o útero receber os embriões descongelados.