Perguntas Frequentes


Preparamos uma lista com as dúvidas mais frequentes. Clique sobre a área de interesse para visualizar as questões e suas respostas.

1. Quem faz vídeo colposcopia precisa fazer o papanicolau?

Tanto um quanto outro são exames complementares que previnem o câncer ginecológico. Na verdade, um aumenta a capacidade do outro. É aconselhável que a vídeo colposcopia seja feita no mesmo período do preventivo de câncer, a fim que de o resultado seja mais preciso.

2. Qual é a melhor época para se fazer a colposcopia?

Não existem restrições para a realização do exame, exceto no período menstrual. Mas é aconselhável fazê-lo cerca de 8 a 14 dias após o início do último período menstrual, quando estão presentes as melhores condições para o exame.

1. O que é osteoporose?

É a perda da arquitetura óssea trabecular, ou seja, é a diminuição patológica da massa óssea que é o cálcio. O osso vai ficando poroso, por isso a denominação: osteoporose. Uma pessoa com osteoporose pode sofrer fraturas com facilidade, já que os ossos ficam muitos sensíveis. Em algumas vezes, podem ocorrer fraturas espontâneas.

2. que fazer para evitar esta doença?

A osteoporose pode ser evitada tratando a menopausa precoce, evitando uma vida sedentária, alimentando-se de produtos ricos em cálcio (leite e seus derivados), evitando o fumo, etc...

3. A osteoporose é genética? Pode atingir qualquer pessoa?

Na maioria das vezes é uma tendência familiar. Mas as pessoas mais afetadas pela doença são geralmente magras, brancas, com idade entre 60 e 65 anos.

4. Quem deve fazer o exame de desintometria óssea?

Todas as mulheres que estejam na fase pré-menopausa, menopausa ou pós-menopausa, pessoas com patologia da tireóide, paratireóide, as que fazem uso de medicamentos como corticóides, etc.

1. Qual a importância de se fazer uma mamografia?

A mamografia é o exame com maior índice de eficiência na detecção precoce do câncer de mama, chegando a 95%. Segundo estudos, o câncer de mama é o segundo tumor maligno mais freqüente nas mulheres. Anualmente, no Brasil, registram-se 35.000 novos casos, sendo 11.000 só no estado de São Paulo. Embora se desconheçam as causas da doença, alguns fatores de risco foram encontrados, como por exemplo: risco de câncer na família (mãe, irmãs e tias), início precoce de menstruação, alimentação gordurosa, menopausa tardia, primeira gestação após os 30 anos, e o fato da mulher nunca ter engravidado.

2. Mesmo quem não se enquadra no “grupo de risco” pode adquirir o câncer de mama?

Apesar de ser uma doença fundamentalmente genética, que se origina de uma alteração celular causada por variáveis químicas, físicas ou biológicas, toda a mulher deve se prevenir, principalmente a partir dos 40 anos de idade.

3. Quando devo fazer uma mamografia?

A necessidade do exame depende dos sintomas, idade e do histórico médico da pessoa. Para mulheres jovens, abaixo de 35 anos, o exame só é recomendado em casos que apresentem sintomas ou com histórico de câncer de mama na família. Entre 35 anos e 40 anos, é recomendável uma mamografia de base. Já para as mulheres acima de 40 anos recomenda-se que façam o exame uma vez por ano.

4. Existem outros métodos para se identificar anomalias nas mamas?

Apesar da mamografia ser a técnica mais avançada, existem outros exames que também devem ser feitos, como o auto-exame das mamas e o exame clínico, que é a avaliação manual simples das mamas feita pelo médico, que deve ser realizada anualmente por todas as mulheres, independente da idade. O ultra-som de mama também pode ser indicado para complementar algum diagnóstico de paciente que já apresente alguma lesão. Também pode ser usado na investigação de nódulos em pacientes com menos de 35 anos.

5. O que é um auto-exame das mamas? Quando devo fazê-lo?

O auto-exame das mamas é um procedimento simples que visa buscar a existência de caroços ou alterações nas mamas. Ele deve ser realizado todos os meses, de sete a dez dias após o início do ciclo menstrual, quando as mamas estão menos sensíveis, ou no mesmo dia todos os meses, se já passou da menopausa. Mulheres que amamentam devem realizar seu exame no mesmo dia todos os meses, depois de amamentar.

6. Como fazer o auto-exame das mamas?

O auto-exame pode ser feito em frente ao espelho, deitada ou no chuveiro.

No espelho: Com os braços atrás da cabeça procure caroços, depressões, formas anormais ou qualquer alteração na aparência. Repita o procedimento com os braços elevados acima da cabeça, com as mãos nos quadris e levemente inclinada.

Deitada: De barriga para cima, coloque um travesseiro embaixo do ombro esquerdo. Com a mão direita, examine a mama esquerda. Estique os dedos em cima do seio e pressione de modo delicado, fazendo movimentos circulatórios menores e maiores. Repita o procedimento com a outra mama.

No chuveiro: Verifique se há caroços ou endurecimento na mama ou axila. Aproveite a espuma do sabonete, que torna mais fácil deslizar as mãos espalmadas sobre a pele, tornando mais simples a detecção de alterações, mesmo que mínimas. A pressão exercida na apalpação deve ser pequena, e a mão a ser utilizada, sempre a do lado oposto da mama analisada.

Ao final do exame, faça uma suave pressão no mamilo com os dedos polegar e indicador. Se houver saída de uma ou duas gotas de líquido branco ou transparente, não se preocupe, isso é considerado normal. No entanto, se a quantidade for considerada superior a isso, ou a secreção tiver aspecto de sangue, seu médico deve ser informado imediatamente.

1. O que é o HPV?

É um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto de homens como de mulheres. O HPV tem mais de 80 tipos de vírus que podem causar desde verrugas comuns no corpo até a infecção da região genital, ocasionando lesões, que se não tratadas, podem se transformar em câncer no colo do útero.

2. Quais são os sintomas do HPV?

O HPV pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar. No entanto, podem ocorrer alguns sintomas que são identificados como indícios de HPV: coceiras, dor durante a relação sexual, sangramento anormal e corrimento.

3. A presença do HPV quer dizer câncer?

Geralmente, esta infecção não resulta em câncer, mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino, foram antes infectadas por este vírus. Quando descoberto na fase inicial, as chances de sucesso no tratamento são de 90%, por isso a importância de se fazer o exame do Papanicolau e colposcopia anualmente.

4. Como posso prevenir o contato do HPV?

Por ser uma doença sexualmente transmissível, alguns cuidados são essenciais:

a. ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
b. usar preservativos durante relações sexuais;
c. manter a higiene;
d. fazer regularmente os exames preventivos.

5. Quais os exames que detectam o HPV?

A colposcopia, o Papanicolau e a biópsia são exames que detectam alterações que sugerem uma provável infecção pelo HPV. Somente o exame de captura híbrida é que pode definir a existência do vírus ou não.

1. A Ultrassonografia é segura?

Não existem, até a presente data, estudos que comprovem algum efeito nocivo à saúde do uso médico da ultrassonografia.

2. O Ultrassom é um exame infalível?

Absolutamente não. Deve ser avaliado sempre em conjunto com os dados de exames clínicos e laboratoriais.

1. Como um casal pode saber se é fértil?

O período considerado normal para a fertilização é de um ano até um ano e meio sem o uso de nenhum tipo de anticoncepcional. Se a gravidez não ocorrer durante este período, é provável que exista algum obstáculo. Nesta situação, o casal deve procurar um especialista, já que o diagnóstico é o primeiro passo para se obter um tratamento com sucesso.

2. Qual a probabilidade de uma mulher considerada fértil engravidar num mês?

Ao contrário do que muitos pensam, a mulher não é fértil durante todo o ciclo menstrual. Isso portanto, delimita um curto período em que o espermatozóide vai encontrar o óvulo no local da fecundação. O dia considerado mais fértil é o 14º antes do início da próxima menstruação. Por este fator, existe uma possibilidade de apenas 25% de chance de engravidar num ciclo menstrual para um casal sem nenhum tipo de “obstáculo” para a concepção.

3. Como posso reconhecer o período fértil?

A fase fértil da mulher pode ser reconhecida por alguns fatores. Algumas mulheres apresentam uma leve dor na parte baixa do abdômen. Se esta dor acontecer próximo ao 14º dia do ciclo, é provável que ela esteja ovulando. Outro fator a ser considerado também neste período é o aumento do muco cervical, que assume uma textura semelhante à clara de ovo e pode ser confundido com corrimento.

4. O que é infertilidade?

Existe uma confusão generalizada com respeito aos tipos de infertilidade. Entende-se por infertilidade primária o casal que tenta engravidar durante o período de 12 a 18 meses, sem tomar medidas de prevenção, e não conseguem engravidar. Infertilidade secundária é quando após o primeiro filho, não se consegue engravidar por mais de dois anos de tentativa.

5. Quais as principais causas de infertilidade no homem?

As principais causas de infertilidade nos homens são: baixo número ou ausência de espermatozóides, provenientes de falta do testículo ou obstrução dos dutos deferentes; diminuição da mobilidade dos espermatozóides, o que impede que ele encontre e fertilize o óvulo; alterações na forma dos espermatozóides, o que interfere na capacidade de penetrar as camadas dos óvulos, ou ainda dificuldade na relação sexual por distúrbio de ejaculação ou impotência.

6. O que pode levar a mulher a se tornar infértil?

Alguns fatores podem levar à infertilidade feminina como, por exemplo, a obstrução das trompas, que impede o encontro do espermatozóide com o óvulo. A detecção deste problema pode ser feita através da laparoscopia ou pela radiografia de trompas. A falta de ovulação, proveniente de alterações hormonais e no útero (como miomas), infecções, aderências e más formações podem impedir com que o embrião se fixe corretamente no interior do útero. A ultrassonografia e a histeroscopia são exames utilizados para se avaliar o problema.

7. Um homem que tenha feito vasectomia pode voltar a se tornar fértil?

Sim, a vasectomia é um ato reversível. Mudanças de valores, novos relacionamentos e até mesmo decisões religiosas fazem com que muitos homens procurem a reversão da vasectomia.

8. Como é feita esta reversão?

Através de um procedimento cirúrgico o fluxo dos espermatozóides é restaurado pela reparação dos dutos deferentes. O paciente tem alta no mesmo dia, precisando fazer um repouso de 4 dias. Esta reversão pode ser feita através da vasovasostomia ou vasoepididimostomia. A primeira é a mais freqüente, permitindo a ligação dos dutos através de suturas com fios mais finos do que os fios de cabelo. No entanto, pode ocorrer uma obstrução secundária no epidídimo, então é necessário a vasoepididimostomia, que realiza uma conexão do canal deferente diretamente no epidídimo.

9. Qual é o índice de sucesso?

Quanto menor o intervalo entre a vasectomia e a sua reversão, maior as chances para se conseguir a gravidez. Num intervalo de 3 anos, por exemplo, as chances são de 97%. No período de 3 a 8 anos, 88%; de 9 a 14 anos, 79%; e após 15 anos, as chances chegam a 71%.

1. Quando a Histeroscopia é indicada?

a. No estudo da infertilidade feminina
b. No diagnóstico do sangramento uterino normal (menstruações exageradas ou fora do tempo)
c. Em caso de anormalidades uterinas
d. Na elucidação das alterações observadas na ultrassonografia
e. Nas suspeitas de tumores malignos
f. Na pesquisa de amenorréia (falta de menstruação sem motivo aparente)
g. Na localização de dispositivos intra-uterinos (DIUs) perdidos na cavidade do útero
h. No controle de cirurgia uterina prévia

2. Quais são as vantagens da Vídeo-Histeroscopia?

A vídeo-histeroscopia permite visibilidade direta da lesão, possibilitando uma biópsia dirigida, com eficácia e pouco traumatismo, pouco sangramento, menor risco de infecção e menor possibilidade de rompimento do útero. Além disso, a vídeo-histeroscopia reduz o custo de saúde, indica coletas mais precisas de materiais para exames patológicos e contribui para o aumento da expectativa de vida da mulher, já que muitas doenças são precocemente diagnosticadas e tratadas. Portanto:
a. Pouco sangramento
b. Menor risco de infecção
c. Menor possibilidade de rompimento do útero
d. Diagnóstico mais precoce e tratamento mais efetivo

O procedimento só é contra-indicado:

a. Na gravidez
b. Em útero com infecção
c. Durante uma hemorragia severa
d. Algumas mulheres também têm o canal do útero muito estreito, o que não permite a passagem do histeroscópio

3. Quais são as chances de complicações na cirurgia?

Raramente ocorrem complicações durante a vídeo-histeroscopia.

1. O que pode ser diagnosticado?

Infertilidade
Amenorréia primária ou secundária
Anomalias congênitas e interssexo
Dor pélvica sem diagnóstico
Endometriose
Gravidez ectópica
Neoplasias
Tuberculose genital
Anomalia uterina (mioma)
Enfermidade inflamatória pélvica
Transtorno funcional do ovário
Alterações tubárias e peritubárias
Aderências
Cistos de ovário
Citologia de fluido peritonial

2. Aplicações Terapêuticas:

Miomectomia (retirada de mioma)
Oforectomia (retirada de ovário)
Lise de aderências
Esterilização
Retirada de corpos estranhos (DIU)
Aspiração de cistos ovarianos
Biópsia ovariana, peritonial
Estimulação ovariana em casos de anovulação crônica não responsiva a tratamento clínico
Cromotubagem (pesquisar permeabilidade das trompas)
Salpingolise, ovariolíse (se de aderências, ovário e trompa)
Tratamento de endometriose
Salpingectomia (retirada da trompa)

3. Posso sentir algum tipo de dor após a cirurgia?

Após a laparoscopia, o abdômen e principalmente os locais de incisões podem estar doloridos e endurecidos. O gás usado para distender o abdômen pode causar desconforto nos ombros e abdômen e a anestesia pode causar náuseas e leves tonturas. O desconforto depende do tempo e extensão dos procedimentos realizados. Normalmente o uso de analgésicos comuns é suficiente no pós-operatório.

4. Quais são os riscos de se fazer uma vídeo laparoscopia?

Os riscos do exame são mínimos (3 por 1000), mas como qualquer cirurgia, requer cuidado. Grandes cirurgias anteriores, processos infecciosos abdominais, obesidade e certos tumores podem aumentar a chance de risco.

Outras complicações podem acontecer, devido a lesões causadas pelos instrumentos aos órgãos abdominais, mas a maioria é resolvida durante a própria endoscopia.

Os riscos de anestesia são observados na visita pré-anestésica, onde serão avaliados e informados às pacientes, pelo médico anestesiologista.