Bebês prematuros
têm mais risco de danos cerebrais
Fonte: Reuters
Publicação: 09/08/2004
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que efeitos sobre bebês
que nascem prematuros só aparecem anos depois, por volta dos oito
anos de idade, quando regiões do cérebro dessas crianças
se apresentam menores do que o normal. Os bebês do sexo masculino
são mais afetados do que os do sexo feminino, afirmou a equipe
de pesquisadores das faculdades de Medicina das Universidades Stanford,
Yale e Brown.
Eles compararam o volume do cérebro de crianças de 8 anos
nascidas prematuramente com o de crianças nascidas depois do período
regulamentar de gestação. Descobriram áreas menores
na região do córtex, principalmente em partes responsáveis
pela leitura, linguagem, emoção e comportamento, das crianças
prematuras.
O estudo confirma outras descobertas mostrando que garotos prematuros têm mais dificuldade que meninas prematuras para aprender a falar e se saem pior na escola e nas interações sociais. "Um volume cerebral menor nunca foi relacionado especificamente com um aumento maior das dificuldades entre os homens que entre as mulheres", disse Allan Reiss, de Stanford. "Essa é uma anormalidade de desenvolvimento surpreendente e significativa nos indivíduos do sexo masculino nascidos prematuros."
Os pesquisadores usaram aparelhos de ressonância magnética para avaliar o cérebro de 65 crianças prematuras, nascidas com cerca de 28 semanas de gestação, e 31 crianças nascidas depois de completada a gestação. Em artigo publicado na edição de agosto da revista Journal of Pediatrics, os cientistas disseram ter encontrado diferenças surpreendentes entre os dois grupos.
"No grupo de prematuros, descobrimos que os volumes da massa cinzenta e da massa branca eram menores", afirmou Reiss. "Quando dividimos o grupo de prematuros segundo o sexo das crianças, descobrimos que as meninas não apresentavam alterações no volume da massa branca. Mas o dos meninos estava reduzido quando comparado com o das crianças de gestação completa."
Os danos são provavelmente resultado do fato de os pulmões dos bebês prematuros não estarem totalmente desenvolvidos, impedindo que absorvam a quantidade ideal de oxigênio, afirmou o cientista. As meninas estariam protegidas desse efeito, até certo grau, por hormônios ou por genes contidos no cromossomo X.
NÃO SE PREOCUPE,
SEJA FELIZ!
Fonte: O Globo
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de San Diego, Califórnia
– USA, mostrou que a ansiedade e o stress podem diminuir as chances
de sucesso em pacientes submetidas a tratamentos de infertilidade.
Eles concluíram que as pacientes ansiosas que passaram por tratamentos
de reprodução assistida (TRA), particularmente a fertilização
in vitro (FIV), produziam 20% menos óvulos e tiveram índices
de fertilização também menores (19% a menos) que
aquelas pacientes menos ansiosas e estressadas.
As causas mais freqüentes das preocupações e ansiedade
neste estudo foram o custo e a perda de horas no trabalho para a realização
dos exames. Esta pesquisa envolveu 115 pacientes que foram questionadas
sobre sintomas como dor, anestesia, efeitos colaterais dos medicamentos,
além dos custos e afastamento do trabalho durante o tratamento
da infertilidade.