A Medicina e a reprodução humana
Fonte: Clinimater
Publicação: 23/11/2007
O desejo de ter filhos e a impossibilidade de gerá-los naturalmente é um problema altamente frustrante e que pesa de forma intensa sobre muitos casais.
Na natureza, a chance de uma gravidez por ciclo menstrual é de aproximadamente 25% e o casal que não consegue a gravidez após um ano de vida sexual ativa e sem o uso de métodos anticoncepcionais (pílula, DIU, camisinha, por exemplo), deve procurar um especialista para iniciar uma pesquisa da causa deste problema.
Dizemos que a infertilidade é primária quando o casal nunca teve filhos e secundária quando o casal já teve filhos no passado, ou num outro relacionamento.
Aproximadamente 20% dos casais, em geral, têm algum problema de infertilidade, que são agravados pela idade, estilo de vida, poluição ambiental, uso de drogas, etc. Quando a mulher tiver mais de 35 anos é aconselhável que esta procura ocorra após seis meses de tentativas sem sucesso.
A evolução tecnológica da medicina permitiu a ajuda da procriação àqueles casais inférteis, por meio de uma série de intervenções e procedimentos de baixa ou alta complexidade.
A inseminação intra-uterina (uma das primeiras técnicas da reprodução humana assistida) foi seguida da fertilização in-vitro e da injeção intra-citoplasmática de espermatozóide (ICSI) no intuito de solucionar tais problemas, trazendo de novo a esperança de uma gestação. Atualmente o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), associado à técnica de Hatching Laser, permite graças a uma biópsia embrionária o diagnóstico de anomalias cromossômicas, antes mesmo da implantação do embrião no útero materno.
É muito importante ressaltar que, cada problema que altera a possibilidade de se conseguir uma gravidez, tem um tratamento adequado e específico. Muitas vezes limita-se a administração de medicações para correção de distúrbios funcionais hormonais ou de cirurgias minimamente invasivas, que têm o intuito de tratar transtornos anatômicos dos genitais femininos ou masculinos.