O que é Histerectomia?
Fonte: Clinimater
Publicação: 12/2/2008
A histerectomia é a retirada do útero, que pode ser total, quando se retira o corpo e colo do útero ou sub total, quando só o corpo é retirado.
Na maioria das vezes ela é feita por meio de uma incisão no abdome, por onde se retira o útero (histerectomia abdominal). Em alguns casos também pode ser feita através de uma incisão na vagina, por onde se retira o útero (histerectomia vaginal). Uma outra abordagem é a histerectomia por vídeo laparoscopia, quando a cirurgia é realizada por pequenos orifícios de 5 a 10 mm no abdome e a retirada do útero é feita pela vagina. Às vezes esta cirurgia é acompanhada da retirada dos ovários e trompas (histerectomia total com anexectomia bilateral).
Este procedimento é feito para muitas outras condições além do câncer, incluindo um sangramento uterino disfuncional, adenomiose (endometriose no útero), Miomas (tumor muscular benigno), crescimentos não-malignos do útero; problemas de relaxamento pélvico (Prolapsos). Vale lembrar que a histerectomia termina com a possibilidade de uma mulher ter filhos.
No Brasil, a histerectomia é a intervenção ginecológica mais freqüente, perdendo somente para os partos. Dados do SUS (Sistema Único de Saúde) informam que o país realiza mais de 100 mil operações do gênero anualmente. Nos Estados Unidos são mais de 1.000.000 de cirurgias no ano para a retirada do útero.
A histerectomia costuma ser o último recurso dos médicos, quando os sintomas são muito fortes e não há desejo de engravidar. A cirurgia pode ser feita por qualquer das vias. As melhores são a por videolaparoscopia e a por via vaginal, mas cada caso tem a sua melhor indicação.
Um dos temores mais freqüentes de quem se submete à retirada total do útero é o de perder a "feminilidade". Muitas mulheres atribuem a feminilidade à questão da reprodução, o que é um preconceito. Não é o útero que determina isso.
Quando os ovários são mantidos, a mulher continua sentindo as mesmas reações anteriores à cirurgia, porque a quantidade de hormônios produzida permanece normal. Se os ovários são retirados e a paciente é jovem, é necessário fazer reposição hormonal. A mulher pode inclusive continuar com tensão pré-menstrual, ela só não vai menstruar.
Os exames de prevenção também devem permanecer na agenda: se o colo do útero for preservado, o papanicolau deve ser anual. Se for retirado, o exame pode ser feito de três em três anos.
A Clinimater desenvolve esse procedimento com equipamento de última geração e profissionais capacitados, sendo a pioneira na Baixada Santista nas cirurgias minimamente invasivas.