AIDS: questão de informação
Fonte: Clinimater
Publicação: 4/1/2008
No Brasil estima-se que há 10 milhões de portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Ao longo de suas vidas, metade das mulheres irá adquirir alguma DST. A AIDS, por exemplo, se instala pelo fato de o organismo perder a capacidade de se defender dos invasores, que no caso são os vírus da Imunodeficiência Humana. Quando surgiu, no início dos anos 80, a doença se caracterizou por atingir grupos de homens homossexuais, usuários de drogas injetáveis e hemofílicos. Atualmente se fala em comportamento de risco e não em grupo de risco. Homens, mulheres, homossexuais ou heterossexuais. Não importa. Basta ter comportamento de risco. São eles: usuários de drogas injetáveis, que compartilham material; e pessoas que fizeram transfusões em centros não bem controlados, ou que se utilizam de materiais usados sem a devida desinfecção e sem esterilização, como alicates em salões de beleza e navalhas em barbearias e cabeleireiros. O perigo reside também no sexo sem o uso correto de preservativos.
FORMAS DE CONTÁGIO
Sabe-se que a transmissão sexual do HIV está relacionada ao contato da mucosa do pênis com secreções sexuais. O risco varia por diversos fatores, incluindo o tempo de exposição, a quantidade de secreção, a carga viral do(a) parceiro(a) infectado(a), a presença de outra DST, entre outros. Sabendo disso, se a camisinha se rompe durante o ato sexual, e há alguma possibilidade de infecção, ainda que pequena, deve-se fazer o teste após 90 dias. A ruptura da camisinha implica risco real de aquisição da infecção por HIV. Nessa hora, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e recomeçar o ato sexual com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão) sendo desnecessário o uso de substâncias químicas que podem ferir pele e mucosa, aumentando o risco de contágio. Na relação anal o risco é maior, pois a mucosa anal é mais frágil que a vaginal.
TRATAMENTO
O “coquetel” para tratamento de HIV positivo tem dado excelentes resultados, com baixa da carga viral e diminuição das complicações da doença no organismo. Combinando diversos medicamentos que sofrem constantes pesquisas, o “coquetel” foi responsável por salvar muitas vidas.
ESPERANÇA
A sobrevida de pessoas contaminadas com o vírus melhorou muito nos últimos anos, mas basicamente varia de indivíduo para indivíduo. Algumas pessoas estão sendo tratadas desde a década de 90 e estão bem, com boa qualidade de vida. Outras, entretanto, não resistem e morrem por complicações das mais diversas. Antes de iniciar sua vida sexual, vá a um médico e oriente-se, pergunte.