Endoscopia Ginecológica

A endoscopia ginecológica é uma técnica que utiliza um pequeno aparelho denominado endoscópio, e tem por finalidade visualizar o interior do abdômen e dos órgãos genitais.

Esta técnica é subdividida em dois grupos: laparoscopia e histeroscopia, que podem ser diagnósticas e cirúrgicas.

Histórico: A Endoscopia Ginecológica começou a tomar forma em 1940 na França, quando foi realizada a primeira Laparoscopia, com auxílio de instrumentos dotados com lâmpadas nas extremidades. Através da integração da medicina com a tecnologia, nos anos 60 apareceram os primeiros aparelhos com fibra ótica na Alemanha, que foram testados na Universidade de Paris.

Na década de 70, foi realizada a primeira vídeo-cirurgia, com auxílio de monitor. A partir daí, houve uma grande evolução tecnológica neste setor da medicina, com o surgimento de novas microcâmeras, fontes de luz com lâmpada fria, cabos de fibra ótica, e outros equipamentos como os insufladores, morceladores e etc. Assim, em 1988, foi realizado nos Estados Unidos a primeira histerectomia através da videolaparoscopia, num processo já semelhante ao que conhecemos hoje. Com o tempo, a videoendoscopia se desenvolveu a ponto de ser capaz de realizar todos os procedimentos da cirurgia ginecológica.

Em 1983 este procedimento chegou à Baixada Santista trazendo à Clinimater o título de Primeira Clínica de Videoendoscopia Ginecológica da região. Este sentimento de pioneirismo, a equipe traz consigo ainda hoje, quando se preocupa em estar sempre aprimorando seus conhecimentos, atualizando a tecnologia dos equipamentos e contribuindo na formação de vários médicos nesta área.

Vantagens da Vídeo Endoscopia: A vantagem de não precisar abrir o abdômen para o tratamento diagnóstico e cirúrgico na vídeo endoscopia não é a única. Além disso, vale a pena destacar que a simplicidade do pós-operatório garante uma curta permanência no hospital, eliminando praticamente qualquer possibilidade de infecção hospitalar, sem contar no baixo-custo do procedimento.

Vídeo Laparoscopia

Vídeo Laparoscopia Diagnóstica: Este procedimento é muito utilizado no diagnóstico de doenças existentes no interior do abdômen como endometriose, miomas, cistos de ovário, dor pélvica aguda ou crônica, aderências genitais – (laqueadura tubárea), e também no diagnóstico de infertilidade. Geralmente, este procedimento é realizado após uma investigação clínica básica.

Por se tratar de um exame mini-invasivo, a videolaparoscopia é considerada praticamente um procedimento ambulatorial, podendo ser utilizada em regime de Hospital Dia, com a internação de apenas algumas horas.

Procedimento: Após uma avaliação médica completa, que inclui exame ginecológico e uma avaliação pré anestésica, o exame é realizado sob anestesia geral.

Assim que a paciente estiver adormecida, uma pequena incisão é feita no interior da cicatriz umbilical. Uma agulha é colocada e através dela é feita a insuflação do abdômen com gás carbônico. O gás empurrará as alças intestinas para cima, longe dos órgãos genitais, permitindo a inserção de uma ótica acoplada a uma micro-câmera com o monitor.

Esta micro-câmera aumentará a visão em até 20 vezes, podendo avaliar com precisão as trompas, ovários e útero.

Nos casos de esterilidade, um aparelho colocado pela via vaginal, injetará dentro do útero uma solução colorida, que mostrará por transparência o trajeto tubário, e a sua permeabilidade.

Quando o procedimento estiver terminado, apenas um ponto será dado na incisão do umbigo e suprapúbica, colocando-se apenas um Band-Aid como curativo.

Se alguma anormalidade for notada, pode ser corrigida e a laparoscopia diagnóstica se torna cirúrgica.

A Clinimater é a primeira clínica de Santos a utilizar a videolaparoscopia ginecológica, tendo realizado mais de dois mil procedimentos.

Vídeo Laparoscopia Cirúrgica

Funcionando como uma extensão do procedimento de diagnóstico, a vídeo laparoscopia cirúrgica nada mais é do que o tratamento da anormalidade vista na laparoscopia diagnóstica. Quando ela é realizada, são necessários instrumentos adicionais, e outras duas incisões podem ser feitas, para melhor manusear o órgão.

Além da vantagem de não precisar abrir o abdômen, a vídeo cirurgia traz outras vantagens: rápida recuperação, permitindo à paciente um retorno mais rápido às suas atividades, a identificação exata da área doente, permitindo apenas a retirada da área lesada, e conservando a parte sadia do órgão. Além disso, o fato de não necessitar abrir o abdômen e a curta permanência no hospital, praticamente eliminam a possibilidade de infecção hospitalar e a paciente recebe alta em até 8 horas.

Este tipo de procedimento é geralmente utilizado para tratar miomas uterinos, aderências, endometriose, cisto de ovário, gravidez nas tubas, ou até mesmo cirurgias para a retirada do útero (histerectomia), ovário e trompas ou correção de incontinência urinária.

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Vídeo Histeroscopia

A vídeo histeroscopia é um método que permite a visualização direta do interior do útero. Trata-se de uma visão endoscópica direta do canal cervical (colo uterino) e da cavidade uterina (endométrio), capaz de permitir um diagnóstico mais seguro e até mesmo o tratamento de doenças localizadas nesta região.

Quando é indicada a histeroscopia:

- No estudo da infertilidade feminina;
- No diagnóstico do sangramento uterino normal (menstruações exageradas ou fora do tempo);
- Em casos de anormalidades uterinas;
- Na elucidação de alterações observadas na ultrassonografia;
- Nas suspeitas de tumores malignos;
- Na pesquisa da amenorréia (falta de menstruação sem motivo aparente);
- Na localização e retirada de dispositivos intra-uterinos – DIUs perdidos na cavidade do útero;
- No controle de cirurgia uterina prévia

Vantagens:

- é um exame ambulatorial;
- não necessita de preparo prévio;
- é inócuo;

Vídeo Histeroscopia Diagnóstica:

Realizada em ambiente ambulatorial sob sedação leve, a vídeo histeroscopia é realizada com a introdução de um histeroscópio através da vagina e do colo uterino com a finalidade de diagnosticar alterações na cavidade uterina e no endométrio, direcionando biópsias na investigação de lesões benignas e malignas no interior do útero.

Procedimento: Para a realização do exame é necessária a utilização de um instrumento óptico, fino - (histeroscópio)- , que passa pelo canal do colo do útero e atinge a cavidade uterina. Conectado a essa ótica está o insuflador de gás carbônico, que injeta o gás sob pressão, com o objetivo de distender a cavidade para melhorar a visualização do trajeto do colo do útero, da cavidade uterina e dos orifícios tubários, permitindo o histeroscópio se movimentar sem qualquer desconforto. Uma micro-câmera ligada ao instrumento transmite a imagem para um monitor, que pode ser gravado em vídeo cassete para um estudo mais aprofundado do caso ou para fins de documentação.

A videohisteroscopia diagnóstica é geralmente realizada na clínica, sob anestesia local, ou leve sedação, e dura entre 5 a 15 minutos. É aconselhável ser feita entre o 6º e o 14º dia do ciclo, quando o endométrio está mais baixo e o istmo, hipotônico, diminuindo assim a possibilidade de sangramento.

Em pacientes que estejam na fase da menopausa ou utilizando anovulatórios, o exame pode ser feito em qualquer período.

No entanto, este tipo de exame não é aconselhável para mulheres grávidas, com infecções no colo ou trompas, com tumores ou submetidas a cirurgias recentes.

Além da finalidade diagnóstica, a vídeo histeroscopia também tem finalidade terapêutica. Quando o objetivo for o tratamento da lesão, a vídeo-histeroscopia é conhecida como cirúrgica.

Vídeo HIsteroscopia Cirúrgica:

Realizada em ambiente hospitalar no regime de Day HOspital, a vídeo histeroscopia cirúrgica é indicada para corrigir alterações existentes na cavidade uterina, na extração de miomas, pólipos e aderências, retiradas de DIUs perdidos, tratando de forma cirúrgica as anormalidades encontradas na histeroscopia diagnóstica. A técnica é semelhante à vídeo-histeroscopia diagnóstica, geralmente sob sedação ou anestesia geral, sem cortes nem pontos, com a utilização de instrumentos especiais como pinças de biópsia e eletrocautério. A alta hospitalar é dada poucas horas depois, permitindo à paciente um retorno às atividades cotidianas em até 3 dias.

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