Incontinência Urinária na Mulher


A incontinência urinária é a perda involuntária e consciente de urina pela uretra relacionada ao aumento da pressão intra-abdominal.

Relaciona-se a fatores de envelhecimento que incluem flacidez da musculatura do assoalho pélvico e frouxidão dos ligamentos suspensores do útero e órgãos pélvicos, hipoestrogenismo e outros, levando a um impacto na qualidade de vida maior que outras doenças crônicas prevalentes no envelhecimento como diabetes e artrite.

Segundo estimativas, a incontinência urinária atinge cerca de 8% da população brasileira. Acredita-se, no entanto, que este problema seja ainda maior, já que muitas pessoas retardam ou evitam procurar tratamento. No mundo, este problema chega a atingir 12 milhões de mulheres, sendo que metade dos casos é resolvida com medicamentos. Apenas 25 % chegam à cirurgia.

Pesquisas da OMS indicam que duas entre 10 mulheres sofrem com o problema que pode ocorrer durante a gravidez, ou na menopausa, quando os níveis de estrogênio diminuem, afetando o funcionamento de alguns mecanismos responsáveis pela continência urinária. Atletas que praticam atividade física mal conduzida também podem sofrer este tipo de problema.

Tipos de incontinência urinária

De esforço: Este tipo de incontinência afeta 50% a 70% das mulheres que sofrem de incontinência urinária. Neste caso, acontece a perda involuntária da urina ao tossir, rir, correr, espirrar ou carregar peso. A IUE, como é conhecida, traz prejuízos nos músculos pélvicos relacionados com a hipermobilidade da bexiga e da uretra. Além disso, 15% dos casos apresentam deficiência na válvula de sphincter, causada por cirurgia pélvica, operação de suspensão da bexiga e prejuízo da musculatura pélvica.Isso pode ser causado por muitas gravidezes, menopausa, obesidade ou histerectomia. Geralmente o problema é tratado com exercícios pélvicos, estrogenioterapia ou até mesmo cirurgia.

Por transbordamento: Um grande acúmulo de urina ocasiona um gotejamento contínuo. Neste caso, a pessoa pode levar um longo tempo urinando, com um jato urinário sem força e não esvaziar completamente a bexiga. A pressão torna-se tão grande que o esfíncter externo não consegue prevenir a perda urinária. Este tipo de incontinência pode ser ocasionado por medicações, cirurgias pélvicas, diabetes, constipações ou doenças transmitidas pelo sexo. O tratamento pode ser feito através de medicamentos, cateterismo intermitente e cirurgia.

Funcional: Geralmente afeta pessoas com mobilidade diminuída, deficiência visual ou perda de memória.

Urge-incontinência: Atinge de 20% a 30% das mulheres com problemas de incontinência. Neste caso, acontece um desejo incontrolável de urinar, é o famoso “não dá tempo de chegar ao banheiro”. O cérebro percebe uma “urgência para urinar” com uma pequena quantidade de urina na bexiga. O esfíncter externo consegue prevenir a perda temporária da urina, mas a bexiga continua a contrair-se e a urgência à micção continua até que ocorra a perda de urina. Existe uma necessidade de ir ao banheiro a cada 2 horas. Levanta-se à noite para urinar. Quando o fator é este, geralmente é utilizado medicamentos, técnicas cirúrgicas ou uma reeducação uroginecológica.

Diagnóstico

O primeiro passo para se chegar a um diagnóstico exato da causa da incontinência urinária é a realização de uma história e um exame físico bem feitos. Durante o exame, pede-se para a paciente tossir, ou fazer algo que reproduza a perda urinária. Também pode ser realizado um teste onde um cotonete é inserido na uretra para determinar sua mobilidade e posição. Um teste urodinâmico pode determinar outras alterações da bexiga e uretra.

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