Continência Urinária




Diagnóstico

O primeiro passo para se chegar a um diagnóstico exato da causa da incontinência urinária é a realização de uma história e um exame físico bem feitos. Durante o exame, pede-se para a paciente tossir ou fazer algo que reproduza a perda urinária. Também pode ser realizado um teste onde um cotonete é inserido na uretra para determinar sua mobilidade e posição. Um teste urodinâmico pode determinar outras alterações da bexiga e uretra.

Tratamento

O tratamento da incontinência urinária depende da causa de base sendo que mais de 30% destas melhoram com orientações, fisioterapia e tratamento com remédios. No restante o tratamento é cirúrgico, sendo que existem várias técnicas eficientes e que se ajustam às diferentes situações.

Fisioterapia: A fisioterapia é uma das alternativas para se tratar o problema da incontinência urinária.

Ela atua fortalecendo o assoalho pélvico, melhorando a vascularização, o colágeno e a parte sensorial. Para isso, utiliza técnicas como a cinesioterapia - que nada mais é do que exercícios para o fortalecimento do assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel, que podem melhorar até 75% dos sintomas; cones vaginais, que capacita a realização de exercícios ativos resistidos; biofeedback, equipamento utilizado no monitoramento da atividade muscular, apresentando ao paciente dados visuais e rápidos; e a eletroestimulação, feita por meio de uma eletro-sonda que promove a contração dos músculos perineais.

Serviço de Urodinâmica

A Clinimater atende o paciente acompanhando os avanços tecnológicos do mercado e investindo na capacidade de seu corpo clínico e cirúrgico, e traz o que tem de melhor para o tratamento da incontinência urinária.

No estudo urodinâmico, a Clínica realiza um exame que consiste na análise do comportamento do trato urinário baixo através da utilização da sonda vesical e retal ou vaginal e a monitorização de vários parâmetros durante situações em que poderia ocorrer a perda da urina.

O exame é dividido em fluxometria, cistometria, testes para pressão da perda, estudo miccional e algumas situações de perfil uretral. O estudo ainda evita indicações incorretas ou desnecessárias de cirurgia, reduzindo a ocorrência de insucessos terapêuticos.

O que acontece na:

Fluxometria

Após três horas sem urinar, a paciente fica sentada em uma cadeira especial e urina, enquanto um gráfico registra esta atividade.

Cistometria

Nesta etapa do exame, é colocada uma sonda de dupla via ou duas sondas vesicais, a introdução de um balão retal para monitorização da pressão intra-abdominal, e a ligação das sondas aos sensores e bomba de infusão. Junto com a cistometria são realizados testes para pressão de perda de urina.

Estudo Miccional

A bexiga deverá ser esvaziada por micção e as pressões vesical, retal e o fluxo serão registrados simultaneamente e analisados.

Indicações

O estudo urodinâmico é indicado em todos os casos de incontinência urinária, após exclusão de infecção urinária. Para o exame, a paciente deverá ficar três horas sem urinar antes do exame, não deverá estar em jejum, e esclarecida sobre todas as etapas do exame.

Alternativa cirurgica inovadora para o tratamento da incontinência urinária feminina por estresse - TVT

A Fita Vaginal Livre de Tensão (TVT - Tension Free Vaginal Tape) é uma alternativa cirúrgica minimamente invasiva, realizada em regime de Hospital Dia, com anestesia local e período reduzido de internação. Com índice de sucesso de 92%, a técnica inovadora consiste na colocação de uma faixa para dar suporte à uretra, refazendo a anatomia local, sendo muito usada nos casos de incontinência urinária por esforço.