Vídeo Laparoscopia Diagnóstica: Este procedimento é muito utilizado no diagnóstico de doenças existentes no interior do abdômen como endometriose, miomas, cistos de ovário, dor pélvica aguda ou crônica, aderências genitais – (laqueadura tubárea), e também no diagnóstico de infertilidade. Geralmente, este procedimento é realizado após uma investigação clínica básica.
Por se tratar de um exame mini-invasivo, a videolaparoscopia é considerada praticamente um procedimento ambulatorial, podendo ser utilizada em regime de Hospital Dia, com a internação de apenas algumas horas.

Procedimento: Após uma avaliação
médica completa, que inclui exame ginecológico e uma avaliação
pré anestésica, o exame é realizado sob anestesia geral.
Assim que a paciente estiver adormecida, uma pequena incisão é
feita no interior da cicatriz umbilical. Uma agulha é colocada e através
dela é feita a insuflação do abdômen com gás
carbônico. O gás empurrará as alças intestinas
para cima, longe dos órgãos genitais, permitindo a inserção
de uma ótica acoplada a uma micro-câmera com o monitor.
Esta micro-câmera aumentará a visão em até 20 vezes,
podendo avaliar com precisão as trompas, ovários e útero.
Nos casos de esterilidade, um aparelho colocado pela via vaginal, injetará
dentro do útero uma solução colorida, que mostrará
por transparência o trajeto tubário, e a sua permeabilidade.
Quando o procedimento estiver terminado, apenas um ponto será dado
na incisão do umbigo e suprapúbica, colocando-se apenas um Band-Aid
como curativo.
Se alguma anormalidade for notada, pode ser corrigida e a laparoscopia diagnóstica
se torna cirúrgica.
A Clinimater é a primeira clínica de Santos a utilizar a videolaparoscopia ginecológica, tendo realizado mais de dois mil procedimentos.
Vídeo Laparoscopia Cirúrgica
Funcionando como uma extensão do procedimento de diagnóstico,
a vídeo laparoscopia cirúrgica nada mais é do que o tratamento
da anormalidade vista na laparoscopia diagnóstica. Quando ela é
realizada, são necessários instrumentos adicionais, e outras
duas incisões podem ser feitas, para melhor manusear o órgão.
Além da vantagem de não precisar abrir o abdômen, a vídeo
cirurgia traz outras vantagens: rápida recuperação, permitindo
à paciente um retorno mais rápido às suas atividades,
a identificação exata da área doente, permitindo apenas
a retirada da área lesada, e conservando a parte sadia do órgão.
Além disso, o fato de não necessitar abrir o abdômen e
a curta permanência no hospital, praticamente eliminam a possibilidade
de infecção hospitalar e a paciente recebe alta em até
8 horas.
Este tipo de procedimento é geralmente utilizado para tratar miomas uterinos, aderências, endometriose, cisto de ovário, gravidez nas tubas, ou até mesmo cirurgias para a retirada do útero (histerectomia), ovário e trompas ou correção de incontinência urinária.
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Vídeo Histeroscopia
A vídeo histeroscopia é um método que permite a visualização
direta do interior do útero. Trata-se de uma visão endoscópica
direta do canal cervical (colo uterino) e da cavidade uterina (endométrio),
capaz de permitir um diagnóstico mais seguro e até mesmo o tratamento
de doenças localizadas nesta região.

Quando é indicada a histeroscopia:
- No estudo da infertilidade feminina;
- No diagnóstico do sangramento uterino normal (menstruações
exageradas ou fora do tempo);
- Em casos de anormalidades uterinas;
- Na elucidação de alterações observadas na ultrassonografia;
- Nas suspeitas de tumores malignos;
- Na pesquisa da amenorréia (falta de menstruação sem
motivo aparente);
- Na localização e retirada de dispositivos intra-uterinos –
DIUs perdidos na cavidade do útero;
- No controle de cirurgia uterina prévia
Vantagens:
- é um exame ambulatorial;
- não necessita de preparo prévio;
- é inócuo;
Vídeo Histeroscopia
Diagnóstica
Realizada em ambiente ambulatorial sob sedação leve, a vídeo
histeroscopia é realizada com a introdução de um histeroscópio
através da vagina e do colo uterino com a finalidade de diagnosticar
alterações na cavidade uterina e no endométrio, direcionando
biópsias na investigação de lesões benignas e
malignas no interior do útero.
Procedimento: Para a realização do exame é necessária
a utilização de um instrumento óptico, fino - (histeroscópio)-
, que passa pelo canal do colo do útero e atinge a cavidade uterina.
Conectado a essa ótica está o insuflador de gás carbônico,
que injeta o gás sob pressão, com o objetivo de distender a
cavidade para melhorar a visualização do trajeto do colo do
útero, da cavidade uterina e dos orifícios tubários,
permitindo o histeroscópio se movimentar sem qualquer desconforto.
Uma micro-câmera ligada ao instrumento transmite a imagem para um monitor,
que pode ser gravado em vídeo cassete para um estudo mais aprofundado
do caso ou para fins de documentação.
A videohisteroscopia diagnóstica é geralmente
realizada na clínica, sob anestesia local, ou leve sedação,
e dura entre 5 a 15 minutos. É aconselhável ser feita entre
o 6º e o 14º dia do ciclo, quando o endométrio está
mais baixo e o istmo, hipotônico, diminuindo assim a possibilidade de
sangramento.
Em pacientes que estejam na fase da menopausa ou utilizando anovulatórios,
o exame pode ser feito em qualquer período.
No entanto, este tipo de exame não é aconselhável para
mulheres grávidas, com infecções no colo ou trompas,
com tumores ou submetidas a cirurgias recentes.
Além da finalidade diagnóstica, a vídeo histeroscopia
também tem finalidade terapêutica. Quando o objetivo for o tratamento
da lesão, a vídeo-histeroscopia é conhecida como cirúrgica.
Vídeo HIsteroscopia Cirúrgica
Realizada em ambiente hospitalar no regime de Day HOspital, a vídeo
histeroscopia cirúrgica é indicada para corrigir alterações
existentes na cavidade uterina, na extração de miomas, pólipos
e aderências, retiradas de DIUs perdidos, tratando de forma cirúrgica
as anormalidades encontradas na histeroscopia diagnóstica. A técnica
é semelhante à vídeo-histeroscopia diagnóstica,
geralmente sob sedação ou anestesia geral, sem cortes nem pontos,
com a utilização de instrumentos especiais como pinças
de biópsia e eletrocautério. A alta hospitalar é dada
poucas horas depois, permitindo à paciente um retorno às atividades
cotidianas em até 3 dias.
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Continência Urinária
Alternativa Cirúrgica Inovadora para o Tratamento da Incontinência Urinária Feminina por Estresse – TVT

A Fita Vaginal Livre de Tensão (TVT- Tension Free Vaginal Tape) é uma alternativa cirúrgica minimamente invasiva, realizada em regime de Hospital Dia, com anestesia local e período reduzido de internação. Com índice de sucesso de 92%, a técnica inovadora consiste na colocação de uma faixa para dar suporte à uretra, refazendo a anatomia local, sendo muito usada nos casos de incontinência urinária por esforço.
Indicações: Incontinência urinária por esforço; combinação de incontinência por esforço ou de urgência.
Procedimentos: A fita vaginal sem tensão envolve o implante de uma faixa de polipropileno ao redor da uretra média, através de uma incisão vaginal mínima. O TVT corresponde a um sling e, portanto, causa o aumento da resistência uretral a partir da criação de uma zona de suporte sub-uretral, que evita o movimento rotacional e descendente da uretra, mesmo quando há aumento da pressão abdominal.
A aplicação sem tensão minimiza o problema da erosão uretral,verificado com outros slings sintéticos previamente propostos. A mudança de padrão não reside apenas na eliminação da tensão, mas principalmente pela colocação do sling por via vaginal, nos terços médio e distal da uretra, e não no nível do colo vesical.
De acordo com a teoria integral de continência, o ligamento pubouretral, em conjunto com a musculatura do asoalho pélvico fazem da uretra média e distal as regiões mais importantes da continência urinária.

Cuidados após a cirurgia: Após a cirurgia a paciente é instruída a abster-se de trabalho por uma ou duas semanas. Deve evitar exercícios pesados (pedalar, correr, levantar pesos) por pelo menos 3 a 4 semanas, e relação sexual por 1 mês. Caso ocorra sangramento ou qualquer outro problema, a paciente deve ser orientada a contatar o médico imediatamente.
Endometriose
A endometriose é uma doença que afeta uma em cada dez mulheres em idade fértil. trata-se da presença de uma estrutura semelhante ao endométrio (camada que reveste o interior do útero), localizada fora da cavidade uterina.
Apesar de sua localização externa, sofre as mesmas influências hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual. Isso significa que os focos de endometriose sangram todo o mês, como se estivessem no interior do útero, com a agravante que o sangue não tem para onde ir.
Além de dolorosa, a endometriose pode trazer dificuldades na gravidez, sendo uma das principais causas de infertilidade.

Causas: Embora ninguém saiba ao certo como a endometriose ocorre, há algumas razões para o seu aparecimento: Menstruação retrógrada, isto é, a menstruação vai para dentro da caviade abdominal, e encontrando um meio adequado favorece o implante de pedaços do endométrio; áreas de células no exterior do útero transformam-se em áreas de endometriose sob influências de oscilações hormonais do ciclo menstrual; alterações na formação dos órgãos genitais femininos; processos inflamatórios, que com irritação desenvolvem a endometriose.
Sintomas: O problema mais comum na endometriose é a dor intensa na menstruação e dor nas relações sexuais (Embora, 25% das pessoas com endometriose não sintam qualquer tipo de dor!). No primeiro caso, a dor começa antes do início da menstruação, tornando-se progressiva até o início do sangramento, e após, diminuindo gradativamente. Apesar de ser uma doença ligada diretamente a órgãos ginecológicos pela ação hormonal, a endometriose pode se instalar em outros órgãos, como por exemplo, bexiga ou intestino. Neste caso, os sintomas durante a menstruação podem ser dor ao urinar ou diarréia.
A consequência de uma dor crônica tal como é a da endometriose pode levar a problemas de cansaço como: perda de sono, alterações no humor, depressão, tensão pré-menstrual e dor lombar.
Outro sintoma bastante importante na detecção da endometriose é a dificuldade para engravidar. Isso pode ser confirmado devido a formação de processos de aderência, decorrentes de inflamações provocadas pelo sangramento interno.
Diagnóstico: A princípio o diagnóstico é feito pelo histórico da paciente. A identificação de dores pélvicas durante o período menstrual, nas relações sexuais e infertilidade são fortes indicadores. No entanto, o diagnóstico final é feito através de biópsia dirigida e anatomia patológica por meio de laparoscopia, que consiste em visualizar a parte externa do útero e dos órgãos a ele próximos. Neste exame, a endometriose aparecerá como manchas pretas ou vermelhas do lado interno da pelve. Algumas vezes, a endometriose pode causar cistos nos ovários.
Endometriose x Gravidez: A endometriose é frequentemente encontrada em mulheres que não conseguiram engravidar. Isso porque, ela gera processos de aderência, decorrentes de inflamações provocadas pelo sangramento interno. essas aderências podem se formar em torno de estruturas importantíssimas para a fertilização, como as tubas uterinas e ovários. Além disso, a presença de elementos celulares e alterações hormonais também interferem no processo de fertilização.
Mas, a presença da endometriose não quer dizer
que a mulher é infértil, pelo contrário, durante a gravidez,
muitos sintomas da endometriose são amenizados. O importante é
diagnosticar exatamente a causa da infertilidade e tratá-la o mais
rápido possível.